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Regras e pontuação

De onde vem a nota da ginástica artística: dificuldade, execução e penalidades

Por Equipe Ahuhox · Publicado em · Revisado em · Leitura de cerca de 5 min

Você vê uma série perfeita, sem queda, sem passo para o lado, e a nota sai menor do que a de outra pessoa que parecia ter feito menos. Na ginástica artística isso acontece o tempo todo. A nota não mede só se deu certo. Ela mede também o quanto era difícil o que foi tentado.

A explicação cabe em uma frase: a nota final soma uma parte de dificuldade com uma parte de execução e depois subtrai penalidades. Nas seções abaixo, cada peça dessa conta é explicada com exemplos simples.

As duas notas que formam o resultado

A nota de dificuldade é chamada de nota D. Ela começa em zero e cresce conforme o ginasta apresenta elementos que somam pontos. Cada elemento do código de pontos (o livro de regras da modalidade) tem uma pontuação fixa, e a nota D reúne as pontuações dos elementos que contam, mais pontos extras por combinações e por exigências de composição. Quanto mais arriscada a série, maior tende a ser a nota D.

A nota de execução é chamada de nota E. Ela funciona ao contrário: o ginasta parte de uma nota máxima e os juízes tiram pontos a cada falha. Pés separados, pernas dobradas, aterrissagem com passos, falta de altura e queda são exemplos de falhas que geram dedução. As deduções têm tamanhos diferentes, de pequenas a grandes, conforme a gravidade.

A conta final é simples de lembrar: nota D mais nota E, menos penalidades gerais. Por isso, um ginasta pode escolher entre uma série mais segura, com D menor, ou uma série ousada, com D maior e mais risco de perder pontos na execução.

Pense em dois ginastas no solo. O primeiro apresenta uma série limpa, com poucos elementos de alta dificuldade. O segundo tenta mais saltos mortais encadeados, mas pisa fora da linha uma vez e dá um passo na saída. O segundo pode terminar na frente, porque os pontos extras da dificuldade superam as perdas. Ou pode terminar atrás, se as falhas forem maiores do que os pontos extras. Quem decide é a conta, não a impressão. Os números exatos dependem do código em vigor.

Quem dá cada nota e como

Os juízes se dividem em dois painéis. Um painel cuida da dificuldade e confere quais elementos o ginasta realmente realizou e se cada um foi reconhecido pelo código. O outro painel cuida da execução e olha a qualidade do movimento. Cada painel trabalha com uma pergunta diferente: o que foi feito, e como foi feito.

Na execução, mais de um juiz avalia a mesma série e o sistema combina as notas, para que o gosto pessoal de uma só pessoa pese menos. Se houver grande divergência entre os juízes, existe um caminho de revisão previsto nas regras. Os detalhes de quantos juízes entram e de como a média é calculada mudam de uma edição para outra, então confira o regulamento do ciclo atual.

Em algumas provas, há ainda um pedido de revisão feito pela equipe do ginasta, chamado de inquérito. Ele serve para questionar a nota de dificuldade que foi dada a um elemento. As regras de prazo e de forma do pedido fazem parte do regulamento e também podem mudar.

Resumo das partes da nota na ginástica artística
Parte da notaO que medeComo funciona
Nota DDificuldade da sérieSoma a pontuação dos elementos que contam e os pontos extras de combinação
Nota EQualidade da execuçãoParte de uma nota máxima e perde pontos a cada falha
PenalidadesInfrações geraisPenalidades por sair da área, passar do tempo ou falhar em regras da prova
Nota finalResultado do ginastaNota D mais nota E, menos as penalidades

Penalidades que não dependem da execução

Existem penalidades que não vêm do movimento em si. Pisar fora da linha do tablado, passar do tempo permitido na trave ou no solo e usar um traje fora das regras são exemplos de infrações que geram penalidade neutra, ou seja, retirada da nota final independentemente do que os juízes de execução viram.

Outro ponto que confunde a torcida é a quantidade de elementos que contam. O código limita quantos elementos entram na nota D de cada aparelho. Se o ginasta faz mais elementos do que o limite, os extras não somam. Ele pode ter feito uma série cheia de acrobacias e ainda assim ver só uma parte delas contar.

Como ler a nota na transmissão

Na tela, costumam aparecer as três informações separadas: nota D, nota E e total. Quando o comentarista fala em série com muita dificuldade, ele está falando de D. Quando fala em limpeza, amplitude e aterrissagem firme, está falando de E.

Use este roteiro rápido enquanto assiste. Ele ajuda a entender por que uma nota subiu ou caiu sem esperar a explicação do narrador.

Erros comuns de quem assiste

Perguntas frequentes

O que significa nota D e nota E?

A nota D mede a dificuldade da série. A nota E mede a execução. A nota final é a soma das duas, menos as penalidades.

Por que duas séries parecidas têm notas diferentes?

Elas podem ter notas D diferentes, por causa dos elementos escolhidos, ou notas E diferentes, por causa de pequenas falhas na execução.

As regras de pontuação são as mesmas em todos os Jogos?

Não. O código de pontos é revisado a cada ciclo olímpico. Confira o regulamento da edição que você vai assistir.

Onde conferir o código de pontos oficial?

No site da World Gymnastics (antiga FIG), que publica o código de pontos de cada aparelho.

Fontes

As regras mudam a cada ciclo olímpico. Confira o regulamento da edição nas fontes abaixo.

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