Atletismo: de Adhemar Ferreira da Silva a Caio Bonfim, o Brasil na pista e no campo
O atletismo reúne provas de pista, de campo, de rua e de caminhada. Em todas elas, o Brasil já apareceu, mas as medalhas vieram em doses pequenas e com intervalos longos. Quem acompanha o esporte sabe que um pódio no atletismo é raro e, por isso, muito comemorado.
Este texto considera os Jogos até Paris 2024, com dados consultados em 05/11/2026. Os números vêm do site do COB, da Wikipédia e das listas de medalhistas de cada edição. Dados mudam a cada edição dos Jogos, então confira as atualizações no site do COB.
O começo: Adhemar e o salto triplo
O primeiro nome do atletismo brasileiro nos Jogos é Adhemar Ferreira da Silva. Ele conquistou o ouro no salto triplo em Helsinque 1952 e repetiu o resultado em Melbourne 1956, segundo a página dele no site do COB. A tabela por edição do COB confirma um ouro do Brasil em cada uma dessas duas edições.
Pelas contas do COB, o atletismo tem cinco ouros. Na frente está a vela, com oito. O judô também tem cinco.
A página do atletismo no site do COB mostra o ícone de ouro ao lado de Adhemar Ferreira da Silva, Maurren Maggi, Thiago Braz e Joaquim Cruz. Com os dois de Adhemar, isso fecha os cinco ouros. A página não informa a prova de cada um, e por isso só indicamos a prova quando a lista de medalhas de uma edição a traz.
Os números do atletismo até Paris 2024
Para ter uma ideia do peso do atletismo, compare com outras modalidades da mesma tabela. O judô lidera em total de medalhas, e a vela lidera em ouros. O atletismo vem logo atrás nas duas listas, o que o coloca entre as modalidades que mais deram pódios ao país. Mas o caminho é diferente do judô: no atletismo, cada medalha vem de uma prova única, de pista ou de campo.
A tabela de medalhas por modalidade da Wikipédia traz o atletismo do Brasil com 21 medalhas: cinco de ouro, quatro de prata e doze de bronze. O relatório do COB sobre a delegação enviada a Paris dizia que atletismo e vela tinham 19 medalhas cada antes dos Jogos. As contagens batem, porque Paris acrescentou duas medalhas ao atletismo, uma prata e um bronze.
A distribuição mostra um padrão: o bronze é a cor mais comum. No atletismo, isso costuma refletir o fato de que as provas são decididas por frações pequenas de tempo ou de distância. Um centímetro ou um centésimo muda a cor da medalha.
| Ouro | Prata | Bronze | Total |
|---|---|---|---|
| 5 | 4 | 12 | 21 |
Do Rio 2016 a Paris 2024
As três últimas edições são as mais fáceis de conferir, porque as listas de medalhas do Brasil estão completas. No Rio 2016, Thiago Braz conquistou o ouro no salto com vara. Em Tóquio 2020, ele subiu ao pódio de novo, desta vez com o bronze na mesma prova, e Alison dos Santos levou o bronze nos 400 metros com barreiras.
Em Paris 2024, o atletismo trouxe duas medalhas. Caio Bonfim conquistou a prata na marcha atlética de 20 km. Alison dos Santos repetiu o bronze nos 400 metros com barreiras. As datas, segundo a lista da Wikipédia, foram 1 e 9 de agosto de 2024.
Pelas listas de medalhas, Tóquio 2020 e Paris 2024 trouxeram duas medalhas de atletismo cada uma. A diferença é a cor: em Paris houve uma prata. Reportagens podem comparar edições de outras formas, então confira no COB antes de dizer qual foi a melhor.
- Rio 2016: Thiago Braz, ouro, salto com vara.
- Tóquio 2020: Alison dos Santos, bronze, 400 m com barreiras; Thiago Braz, bronze, salto com vara.
- Paris 2024: Caio Bonfim, prata, marcha de 20 km; Alison dos Santos, bronze, 400 m com barreiras.
Como acompanhar o atletismo sem se perder
Por ser grande, o atletismo costuma ocupar boa parte da segunda semana dos Jogos. As finais se concentram em sessões diárias, e muitas provas acontecem em sequência no mesmo estádio. Quem quiser acompanhar um brasileiro específico deve consultar o horário da série dele, porque ela vem dias antes da final.
O atletismo é um conjunto de esportes. Há corridas curtas, médias e longas, saltos, arremessos, marcha e provas combinadas. Cada grupo tem seu ritmo, e a transmissão salta de um para o outro ao longo do dia.
Nas corridas, o caminho vai de séries a semifinais e final, como na natação. O guia de séries, semifinais e finais explica quem avança. Nos saltos e arremessos, cada atleta tem algumas tentativas, e conta a melhor marca.
Nos saltos e nas provas de velocidade, a medida do resultado é objetiva: metros, centímetros ou centésimos de segundo. Os recordes olímpicos mudam de tempos em tempos, e por isso não os citamos aqui. Se quiser a marca vigente de uma prova, consulte a federação internacional.
Na marcha atlética, o atleta precisa manter sempre um pé em contato com o solo. Juízes ao longo do percurso avisam quando alguém perde o contato, e o acúmulo de avisos pode gerar desclassificação. É uma prova de resistência e de técnica, e por isso uma prata como a de Caio Bonfim chama a atenção.
Para o público brasileiro, uma dica é olhar a hora da prova na tabela do dia. Muitas finais do atletismo acontecem em sessões de fim de tarde ou de noite na cidade-sede, o que pode cair de manhã ou de madrugada no Brasil. O guia do calendário dos Jogos mostra como fazer essa conta.
Erros comuns de quem assiste
- Achar que atletismo é uma prova só. É um grupo de provas, e cada uma tem medalha própria. Falar em medalha de atletismo sem dizer a prova esconde muita informação.
- Confundir marcha atlética com corrida. Na marcha, o atleta não pode ter os dois pés fora do chão ao mesmo tempo. A técnica é fiscalizada por juízes, e a prova segue regras próprias, diferentes da corrida.
- Esperar que o quadro conte tentativas. Nos saltos e nos arremessos, só a melhor marca de cada atleta conta. Uma tentativa ruim não pesa no resultado se outra for boa.
- Trocar bronze por prata ao lembrar um resultado. Alison dos Santos tem dois bronzes nos 400 m com barreiras, em Tóquio e em Paris. Caio Bonfim tem a prata de Paris. Misturar as cores é um erro comum nas conversas.
Perguntas frequentes
Quantas medalhas o atletismo brasileiro tem nos Jogos?
21 até Paris 2024 (cinco ouros, quatro pratas, doze bronzes), segundo a Wikipédia. O COB contava 19 antes de Paris, e Paris acrescentou duas. Consulta em 05/11/2026.
Quem conquistou o ouro no salto triplo em 1952?
Adhemar Ferreira da Silva, em Helsinque 1952, e de novo em Melbourne 1956, segundo o COB.
Quem foi o ouro do salto com vara no Rio 2016?
Thiago Braz, segundo a lista de medalhas do Brasil no Rio 2016.
O que o atletismo brasileiro conquistou em Paris 2024?
A prata de Caio Bonfim na marcha de 20 km e o bronze de Alison dos Santos nos 400 m com barreiras.
Fontes
As regras mudam a cada ciclo olímpico. Confira o regulamento da edição nas fontes abaixo.
- COB: atletismo, medalhas olímpicas do Brasil (referência listada em 05/11/2026)
- COB: Brasil fecha delegação com 274 atletas em Paris 2024 (referência listada em 05/11/2026)
- COB: Time Brasil (total e medalhas por edição) (referência listada em 05/11/2026)
- Wikipédia: Brasil nos Jogos Olímpicos (medalhas por modalidade) (referência listada em 05/11/2026)
- Wikipédia: Brasil nos Jogos Olímpicos de Verão de 2024 (referência listada em 05/11/2026)
- Wikipédia: Brasil nos Jogos Olímpicos de Verão de 2020 (referência listada em 05/11/2026)
- Wikipédia: Brasil nos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 (referência listada em 05/11/2026)
- Comitê Olímpico do Brasil (COB) (referência listada em 05/11/2026)
- World Athletics (referência listada em 05/11/2026)
Modalidades deste artigo
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- O Brasil nos Jogos Olímpicos: panorama até Paris 2024
- Natação brasileira nos Jogos Olímpicos
- História do atletismo nos Jogos
- Séries, semifinais e finais em provas de tempo
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