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História das modalidades

Correr, saltar e arremessar: como o atletismo olímpico mudou desde 1896

Por Equipe Ahuhox · Publicado em · Revisado em · Leitura de cerca de 5 min

O atletismo é o coração dos Jogos de Verão. É onde estão as provas mais antigas e mais fáceis de entender: quem corre mais rápido, salta mais alto, lança mais longe. Só que o que parece simples tem uma história cheia de mudanças.

Neste texto você vê como o atletismo cresceu desde a primeira edição moderna, quando as mulheres chegaram às provas e o que mudou na pista, nos equipamentos e na medição do tempo. Em caso de dúvida sobre um ano exato, o texto usa termos gerais.

Um esporte presente desde o primeiro dia

O atletismo esteve em Atenas, em 1896, e está em todas as edições dos Jogos modernos. Ele reúne corridas, saltos, lançamentos, provas combinadas e marcha atlética. É a modalidade com mais provas no programa de verão.

O primeiro campeão olímpico da era moderna foi o norte-americano James Connolly, no salto triplo, em 1896. A prova que mais chamou a atenção do público, porém, foi a maratona, vencida pelo grego Spyridon Louis. Ela foi criada para os Jogos, inspirada na lenda de um mensageiro que correu de Maratona até Atenas.

A maratona de hoje tem 42,195 quilômetros. Nas primeiras edições, porém, a distância não era a mesma em todos os Jogos: o percurso variava conforme a cidade e o terreno.

Por que o atletismo tem tantas provas? Porque ele junta gestos básicos do ser humano, como correr, saltar e arremessar, e transforma cada um em disputa. Isso faz dele um esporte fácil de entender para quem assiste e uma boa porta de entrada para crianças na escola. Muitos países usam o atletismo como base de educação física justamente por isso.

Outra característica é o volume de medalhas. Como são muitas provas, o atletismo distribui um número grande de medalhas em cada edição, o que pesa no quadro final. Por isso os dias de atletismo costumam concentrar boa parte da atenção do público nos Jogos.

A chegada das mulheres ao atletismo

As mulheres entraram no atletismo olímpico em Amsterdã, em 1928, com um programa pequeno de provas. A participação foi aumentando por décadas, em passos curtos, e muitas provas só ganharam versão feminina bem mais tarde.

Alguns marcos ajudam a ver esse movimento. A maratona feminina estreou nos Jogos de Los Angeles, em 1984. O salto com vara e o lançamento de martelo femininos chegaram em Sydney, em 2000. Os 3.000 metros com obstáculos para mulheres vieram em Pequim, em 2008.

O heptatlo, prova combinada feminina de sete modalidades, entrou em 1984, substituindo uma prova combinada anterior. Hoje o programa busca igualdade de provas entre homens e mulheres, com a lista sendo revista a cada ciclo.

Marcos do atletismo nos Jogos
AnoMarco
1896Atenas: atletismo estreia, com maratona
1928Amsterdã: primeiras provas femininas
1968Cidade do México: pista sintética e salto Fosbury
1984Los Angeles: maratona e heptatlo femininos
2000Sydney: salto com vara e martelo femininos

Pista, tecnologia e a medição do tempo

As primeiras pistas eram de terra ou cinza, e o desempenho dependia muito do clima. A pista sintética, de borracha, chegou aos Jogos de 1968, na Cidade do México. Ela é mais uniforme, não vira lama e devolve melhor a força do atleta ao solo.

A cronometragem também mudou. Antes, fiscais com cronômetro de mão registravam o tempo. Depois vieram os sistemas eletrônicos e a câmera de chegada, que fotografa a linha em altíssima velocidade. Hoje o tempo é medido em centésimos de segundo e a ordem de chegada é conferida pela imagem.

Na largada das provas de velocidade, hoje os atletas apoiam os pés em blocos de partida, e há sensores que detectam saídas antes do tiro. As regras sobre largada falsa foram ajustadas mais de uma vez, e o regulamento atual está com a World Athletics.

Técnicas que mudaram uma prova

O salto em altura mostra bem como uma ideia pode virar padrão. Nos Jogos de 1968, o norte-americano Dick Fosbury usou um jeito novo de passar a barra, de costas, e ganhou o ouro. A técnica, chamada de Fosbury flop, foi copiada rapidamente e hoje é o padrão no salto em altura.

Na vara, a troca dos materiais da vara ao longo das décadas permitiu saltos mais altos. A regra do que pode ser usado em implementos de lançamento também foi mudando, porque a ideia é manter a prova segura para quem está em volta.

A marcha atlética é outro exemplo de regra que pede olho treinado. O marchador precisa manter sempre um pé em contato com o chão e esticar a perna da frente na passada. Juízes ao longo do percurso observam isso e podem advertir o atleta. Quem assiste pela primeira vez estranha o jeito de andar rápido, mas ele existe por causa dessa regra.

Nos lançamentos, a história é parecida. O disco, o dardo, o martelo e o peso foram ganhando especificações de tamanho e peso para que todos competissem com o mesmo material. Hoje cada implemento tem medidas definidas pela federação, e elas podem ser revisadas, como qualquer regra, a cada ciclo olímpico.

As provas combinadas, decatlo e heptatlo, mostram o outro lado da modalidade. Em vez de um só gesto, o atleta precisa ser bom em vários, e a pontuação é uma tabela que transforma marcas e tempos em pontos. Quem soma mais ao fim das provas leva o título, mesmo sem ter vencido nenhuma prova isolada.

Erros comuns de quem assiste

Perguntas frequentes

O atletismo está nos Jogos desde quando?

Desde Atenas, em 1896.

Quando as mulheres entraram no atletismo olímpico?

Em Amsterdã, em 1928.

Quando estreou a maratona feminina?

Em Los Angeles, em 1984.

O que é o Fosbury flop?

É a técnica de saltar a barra de costas, usada por Dick Fosbury em 1968.

Qual entidade cuida do atletismo no mundo?

A World Athletics, a federação internacional da modalidade.

Fontes

As regras mudam a cada ciclo olímpico. Confira o regulamento da edição nas fontes abaixo.

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