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Diferenças e curiosidades

Skate, surfe e escalada: os esportes de estreia de Tóquio e como são julgados

Por Equipe Ahuhox · Publicado em · Revisado em · Leitura de cerca de 5 min

Os Jogos de Tóquio, disputados em 2021 depois de um adiamento, levaram para o programa três modalidades que antes eram vistas como esportes de rua, de mar e de academia: skate, surfe e escalada esportiva. Para boa parte do público, foi a primeira vez que viu essas provas com medalha em disputa.

Cada uma tem sua lógica de resultado. No skate e no surfe, juízes dão notas pela qualidade das manobras e das ondas. Na escalada, o tempo e a altura alcançada pesam. Aqui está um guia simples do que cada esporte é e do que olhar para entender o placar.

Skate: street e park

O skate olímpico tem duas provas. No street, os skatistas andam em uma pista que imita a rua, com escadas, corrimãos e rampas. Eles fazem manobras sobre esses obstáculos, que se chamam linhas. No park, o cenário é uma pista com bacias e curvas, onde o atleta ganha altura e faz manobras no ar.

Em ambas, as notas são dadas por juízes. Eles olham a dificuldade das manobras, a execução, a variedade, a fluidez e o uso da pista. O atleta que cai em uma manobra perde pontos, e a nota final costuma contar as melhores tentativas, e não as piores.

Outro ponto que chama atenção é o clima. O skate é conhecido por uma cultura de apoio entre os rivais: os atletas aplaudem as manobras uns dos outros e se abraçam depois das quedas. Esse ambiente é parte do que torna o esporte popular entre os jovens.

O skate também mostra bem a ideia de repertório. Em vez de repetir a manobra mais difícil, o atleta tenta combinar várias, em sequência, sem perder o ritmo. Quem assiste pode acompanhar quantas manobras diferentes aparecem em uma mesma volta e como o skatista usa os obstáculos da pista.

Surfe: ondas e notas

No surfe, os atletas competem no mar, em baterias curtas. Em cada bateria, eles pegam ondas e fazem manobras, como curvas fortes, giros no ar e tubos. Cada onda recebe uma nota, numa escala de 0,1 a 10. Conta a soma das duas melhores notas de cada atleta, o que obriga a pensar na estratégia.

Os juízes avaliam a dificuldade das manobras, o compromisso com a onda, a variedade e a velocidade. Uma onda grande não garante nota alta: o surfista precisa usá-la bem. Por isso, a escolha da onda é metade da prova. Esperar uma onda melhor pode dar resultado, mas usar tempo demais pode deixar o atleta sem opções.

O mar não é controlado como um ginásio. As condições mudam durante a competição, e as provas dependem do tempo. Isso significa que o calendário pode ser ajustado conforme as ondas, algo que não existe nos esportes de piscina ou de pista.

Escalada esportiva: tempo, altura e blocos

A escalada esportiva é feita em paredes artificiais. Em Tóquio, a prova combinava três disciplinas. Na velocidade, os atletas sobem uma parede padronizada o mais rápido possível, em duelos. No bloqueio, conhecido como boulder, escalam paredes curtas, sem corda, resolvendo problemas de movimento. Na dificuldade, ou lead, escalam uma parede alta com corda, e conta a altura alcançada.

Em Tóquio, as três disciplinas formavam uma única prova, e o resultado combinava o desempenho do atleta em cada uma. Em Paris 2024, o formato mudou: a velocidade passou a ter prova própria, separada da prova que junta boulder e dificuldade.

Se você assistir, lembre que na velocidade ganha o relógio, mas no boulder e na dificuldade ganha a solução. Um atleta pode ser lento e vencer, desde que resolva os problemas certos.

Skate, surfe e escalada lado a lado (formatos de prova podem mudar a cada ciclo)
Ponto de comparaçãoSkateSurfeEscalada esportiva
CenárioPista de street ou de parkMar, em baterias curtasParede artificial
Quem decideJuízesJuízesCronômetro e altura, ou blocos concluídos
NotaDificuldade, execução e fluidez0,1 a 10 por ondaPosição em cada disciplina
ContaMelhores tentativasDuas melhores ondasDesempenho combinado das três disciplinas (em Tóquio)
ProvasStreet e parkMasculino e femininoVelocidade, boulder e dificuldade
EquipamentoSkatePranchaSapatilha, corda e magnésio

Por que esses esportes entraram

O programa olímpico muda com o tempo. O COI revisa as modalidades e inclui as que atraem novos públicos, em especial os jovens. O skate, o surfe e a escalada têm forte presença em redes sociais e cultura urbana, o que ajuda a explicar a decisão.

Tóquio também incluiu o caratê, que estreou, e o beisebol e o softbol, que voltaram ao programa. Mas o trio skate, surfe e escalada ficou mais conhecido por levar ao palco olímpico práticas que nasceram fora do circuito tradicional.

Para quem estuda educação física, esses três esportes mostram como o conceito de esporte olímpico se ampliou. Antes, a imagem dos Jogos era de pista, piscina e ginásio. Hoje ela inclui rampas de concreto, ondas do mar e paredes de plástico colorido. O que une todos eles é a existência de regras claras, de um sistema de resultado e de uma federação internacional que organiza o calendário.

Na hora de assistir, uma boa pergunta é: quem decide o resultado? No skate e no surfe, são juízes. Na velocidade da escalada, é o cronômetro. No boulder e na dificuldade, é a conclusão dos movimentos. Responder isso logo no início da transmissão evita muita confusão e deixa a prova mais divertida de acompanhar.

Cada edição pode ajustar quais esportes fazem parte. Para saber o programa atual, consulte as páginas oficiais do COI.

Erros comuns de quem assiste

Perguntas frequentes

Skate, surfe e escalada continuaram nos Jogos seguintes?

Sim. Os três voltaram em Paris 2024, a edição seguinte, com ajustes de formato na escalada. Para edições futuras, confira o programa oficial.

Quem dá a nota no surfe?

Um painel de juízes, que avalia cada onda de 0 a 10.

O que é boulder?

É a escalada de paredes curtas, sem corda, em que o atleta resolve problemas de movimento.

O que é um park de skate?

É uma pista com bacias e curvas, onde o skatista ganha altura e faz manobras no ar.

Fontes

As regras mudam a cada ciclo olímpico. Confira o regulamento da edição nas fontes abaixo.

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