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História das modalidades

Cestas de pêssego e jogos ao ar livre: a trajetória do basquete até os Jogos

Por Equipe Ahuhox · Publicado em · Revisado em · Leitura de cerca de 5 min

O basquete tem uma das origens mais bem documentadas entre os esportes olímpicos. Sabemos quem criou, onde, e até com que material. Isso ajuda a contar uma história clara, com início, meio e várias reviravoltas.

O texto a seguir mostra como um jogo pensado para o inverno dentro de uma sala virou um espetáculo mundial. Você vai ver a invenção, a estreia olímpica, a chegada das mulheres e algumas mudanças de regra que alteraram o ritmo das partidas.

A invenção em 1891

O basquete foi criado em 1891 por James Naismith, professor canadense de educação física que trabalhava em Springfield, em Massachusetts, nos Estados Unidos. Ele atuava em uma escola ligada à associação cristã de moços, a YMCA, e tinha um problema prático: os alunos precisavam de uma atividade para fazer dentro do ginásio durante o inverno.

Naismith queria um jogo que exigisse habilidade, e não só força. Ele escreveu um conjunto de 13 regras, que incluíam a proibição de correr com a bola nas mãos. Para marcar, os jogadores arremessavam a bola dentro de cestas de pêssego presas à parede, em altura elevada. Diz a tradição que, no começo, alguém tinha de pegar a bola de dentro da cesta depois de cada ponto.

Com o tempo, o fundo da cesta foi aberto e as redes passaram a deixar a bola cair. O número de jogadores, as tabelas e as quadras foram sendo definidos. O esporte se espalhou rápido por escolas e associações, nos Estados Unidos e em outros países.

Um ponto curioso é que Naismith não buscava criar uma liga nem um espetáculo. Queria resolver um problema de sala de aula. Essa origem escolar explica por que o basquete continua tão presente em quadras de colégio e de rua, em vários países, muito antes de qualquer transmissão de TV.

A estreia olímpica em 1936

O basquete apareceu como demonstração nos Jogos de St. Louis, em 1904, e entrou como esporte oficial masculino em Berlim, em 1936. A FIBA, federação internacional da modalidade, havia sido fundada em 1932 e teve papel importante nessa entrada. Foi ela quem decidiu que o torneio de 1936 seria disputado ao ar livre.

A final de Berlim ficou famosa pelas condições. A partida foi disputada ao ar livre, em quadra de terra, sob chuva forte, o que atrapalhou o quique da bola e deixou o jogo de placar baixo. Os Estados Unidos venceram, vencendo o Canadá por 19 a 8.

O torneio feminino só chegou depois. As mulheres jogaram basquete nos Jogos pela primeira vez em Montreal, em 1976. Desde então, as duas competições crescem em paralelo, com torneios de qualificação e formatos semelhantes.

Datas bem conhecidas do basquete
AnoMarco
1891James Naismith cria o basquete em Springfield (EUA)
1932Fundação da FIBA
1936Berlim: basquete masculino vira esporte olímpico oficial
1976Montreal: estreia do basquete feminino
1992Barcelona: jogadores da NBA entram no torneio olímpico
2020Tóquio: estreia do basquete 3x3

Regras que mudaram o ritmo do jogo

Muita coisa que hoje parece natural foi acrescentada ao longo dos anos. O relógio de posse de bola, que obriga a equipe a atacar em tempo limitado, foi uma das grandes mudanças do século 20. Sem ele, times com vantagem no placar podiam segurar a bola por minutos. O detalhe das regras de posse está no texto sobre regras e pontuação do basquete.

A linha de três pontos entrou nas regras internacionais ao longo do século 20 e hoje é parte central do jogo. Ela mudou o jeito de montar ataques: o arremesso de longe virou arma tática, e as defesas tiveram de se espalhar pela quadra.

As regras sobre quem pode jogar também mudaram. Em 1989, a FIBA aprovou a participação de jogadores da NBA, a liga norte-americana, e o resultado apareceu nos Jogos de Barcelona, em 1992, com o chamado Dream Team dos Estados Unidos, que deu ao torneio uma visibilidade enorme.

Mais recentemente, o basquete 3x3 estreou em Tóquio, em 2020. Ele é jogado em meia quadra, com cestas únicas, equipes de três jogadores e partidas curtas. Tem regras e ritmo próprios e é considerado uma modalidade à parte do basquete tradicional.

Por que o basquete funciona tão bem na TV

Uma partida tem muitos pontos, trocas rápidas de posse e momentos decisivos nos últimos segundos. Isso cria tensão constante, mesmo para quem não conhece as regras. O público entende rápido que mais pontos vencem e que a bola precisa passar pelo aro para a cesta contar.

Há também o fator espaço. A quadra é pequena, e o público vê de perto o drible, o passe e o arremesso. As câmeras acompanham a ação com facilidade, e as pausas para tempo técnico dão ao narrador a chance de explicar o que está acontecendo. Em um evento com centenas de provas, essa clareza ajuda o torcedor ocasional a entrar no jogo.

O basquete em cadeira de rodas, que faz parte dos Jogos Paralímpicos, tem história e organização próprias e não é tema deste texto. Já o basquete feminino merece atenção à parte: depois da estreia em 1976, o torneio passou a ter classificatórias e formato parecidos com os do masculino, e hoje as duas competições ocupam o mesmo espaço no calendário dos Jogos.

Para estudantes e professores, o basquete também é um bom exemplo de esporte que nasceu com um objetivo pedagógico e acabou se tornando um dos esportes mais vistos do mundo. Esse caminho, da escola ao palco olímpico, é parecido com o de outras modalidades da categoria, como o vôlei e o judô.

Erros comuns de quem assiste

Perguntas frequentes

Quem inventou o basquete?

James Naismith, em 1891, nos Estados Unidos.

Quando o basquete virou esporte olímpico?

Em 1936, nos Jogos de Berlim, no masculino.

Quando as mulheres começaram a jogar basquete nos Jogos?

Em 1976, em Montreal.

O que é o basquete 3x3?

Uma versão com três jogadores por equipe, em meia quadra, que estreou em 2020.

Quem comanda o basquete no mundo?

A FIBA, Federação Internacional de Basquetebol.

Fontes

As regras mudam a cada ciclo olímpico. Confira o regulamento da edição nas fontes abaixo.

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