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Brasil nos Jogos

Vela: o esporte que mais deu ouros ao Brasil, de Torben Grael a Martine e Kahena

Por Equipe Ahuhox · Publicado em · Revisado em · Leitura de cerca de 5 min

A vela é uma das modalidades menos acompanhadas pelo grande público, mas é a que mais deu ouros ao Brasil nos Jogos de Verão. Segundo uma reportagem da Máquina do Esporte, o país tem oito ouros, três pratas e oito bronzes na vela, num total de 19 medalhas. O número de ouros também aparece na página da vela no site do COB.

Este texto considera os Jogos até Paris 2024, com dados consultados em 05/11/2026. A Wikipédia traz a mesma soma de 19 medalhas na tabela por modalidade, e o relatório do COB sobre a delegação de Paris dizia que a vela tinha 19 medalhas antes dos Jogos. Dados mudam a cada edição dos Jogos, então confira as atualizações no COB.

O esporte com mais ouros do país

A vela é o esporte que mais deu medalhas de ouro ao Brasil, com oito, à frente do atletismo e do judô, que têm cinco cada. A página da vela no site do COB diz que, até o início de Paris 2024, foram oito ouros. A Máquina do Esporte repete o quadro depois de Paris: oito ouros, três pratas e oito bronzes, 19 medalhas.

Esse número chama atenção por causa do tamanho do esporte. A vela tem poucas classes, e cada país leva um barco por classe. Ou seja, o Brasil concorre a poucas medalhas por edição e, ainda assim, soma mais ouros do que modalidades com dezenas de provas.

A conta tem uma ressalva. O judô lidera em total de medalhas, com 28, segundo o COB. A vela fica atrás nesse critério, mas à frente em ouros. Por isso, falar em melhor modalidade depende do critério que você usa.

Medalhas do Brasil na vela até Paris 2024. Fontes: Máquina do Esporte, COB e Wikipédia, consultados em 05/11/2026.
OuroPrataBronzeTotal
83819

As gerações: Torben, Scheidt e as campeãs recentes

Dois nomes dominam a história da vela brasileira: Torben Grael e Robert Scheidt. A tabela dos maiores medalhistas do Brasil, na Wikipédia, mostra cada um com cinco medalhas olímpicas, e o COB repete que ambos têm cinco. A Máquina do Esporte conta que Torben se aposentou depois do ouro na classe Star em Atenas 2004, e que Scheidt encerrou a carreira depois de Tóquio 2020.

A geração seguinte tem Martine Grael e Kahena Kunze, bicampeãs olímpicas na classe 49er FX, em Rio 2016 e em Tóquio 2020. As duas edições aparecem nas listas de medalhas do Brasil. A Máquina do Esporte também registra que Isabel Swan e Fernanda Oliveira levaram o bronze na classe 470 em Pequim 2008, as primeiras mulheres do Brasil a medalhar na vela.

Os nomes de velejadores que aparecem nas listas do COB, como Alex Welter, Lars Grael e Marcelo Ferreira, mostram que a vela tem gerações de medalhistas, não só dois ou três nomes. Como a página do COB não traz o ano de cada medalha, só indicamos edições quando uma lista de medalhas as traz.

Paris 2024: a edição sem medalha

Antes de ver Paris, lembre o tamanho do que veio antes. A vela entregou o ouro de Torben em 2004, os ouros de Martine e Kahena em 2016 e 2020 e o bronze pioneiro de Pequim 2008. Uma edição sem pódio não apaga esse histórico, mas mostra que o caminho depende de novas gerações.

Em Paris, a vela brasileira não conquistou medalha. A Máquina do Esporte registra que foi a primeira vez em 32 anos que a modalidade ficou fora do pódio olímpico. Isso interrompeu uma sequência longa, e também não houve medalha na lista de Paris na Wikipédia.

Martine Grael e Kahena Kunze, apontadas como as maiores esperanças, ficaram em oitavo lugar na 49er FX. A melhor colocação do país foi a de Bruno Lobo, em sétimo na fórmula kite, classe que estreou nos Jogos naquela edição. Scheidt não competiu em Paris, a primeira vez que isso acontecia desde 1996, segundo a mesma reportagem.

Quadro de colocações do Brasil em Paris, segundo a Máquina do Esporte:

Como ler uma regata

Na vela, o barco que chega primeiro soma menos pontos, e quem soma menos pontos no fim vence. É o contrário do que a maioria dos esportes faz, e confunde quem assiste pela primeira vez. Uma colocação ruim em uma regata pode ser descartada, e o torneio costuma ter muitas regatas antes da decisão.

Cada classe é um tipo de barco, com tripulação e regras próprias. Há classes de uma pessoa, de duas pessoas, mistas, masculinas e femininas. Quando a reportagem fala em 49er FX ou 470, ela fala de um barco específico.

Para o público brasileiro, a vela costuma aparecer em blocos curtos de transmissão, quase sempre quando há chance de medalha. Isso cria uma imagem torta do esporte, como se ele só existisse nos dias de pódio. Na verdade, a disputa dura vários dias, e a medalha se decide pela soma de muitas regatas. Quem olha só a final perde a história da campanha.

Outro ponto é o vento. Ele muda o resultado de um dia para o outro, e as regatas podem ser adiadas por falta dele. Por isso, a vela exige paciência de quem acompanha. O resumo do dia, no fim, costuma ser mais útil do que a transmissão ao vivo.

Erros comuns de quem assiste

Perguntas frequentes

Quantos ouros o Brasil tem na vela?

Oito, segundo o COB e a Máquina do Esporte, consultados em 05/11/2026.

Quantas medalhas a vela brasileira tem no total?

19: oito de ouro, três de prata e oito de bronze, segundo a Máquina do Esporte. A tabela por modalidade da Wikipédia traz o mesmo total.

Quem são as bicampeãs olímpicas da vela?

Martine Grael e Kahena Kunze, na classe 49er FX, em Rio 2016 e Tóquio 2020.

A vela conquistou medalha em Paris 2024?

Não. Segundo a Máquina do Esporte, foi a primeira vez em 32 anos sem pódio da modalidade.

Fontes

As regras mudam a cada ciclo olímpico. Confira o regulamento da edição nas fontes abaixo.

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